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Dia Nacional do Parkinsoniano – Tempo, Carinho e Paciência

Uma pessoa enferma precisa de atenção e cuidados especiais esteja acamada ou não. E quem está ao redor tem quase a obrigação de conhecer a doença e saber lidar com as limitações do paciente. Nem sempre é fácil. Por isso, ações conjuntas com equipes multidisciplinares que envolvam a família, cuidadores e profissionais da saúde beneficiam a todos.

O mal de Parkinson, por exemplo, é uma doença do cérebro que provoca tremores e o portador tem dificuldades para caminhar e se movimentar. Afeta milhões de pessoas, em todo mundo, especialmente idosos, e não tem cura. Como a doença limita as ações do paciente, quem está ao lado e não tem paciência com os movimentos mais lentos, ao externar esse sentimento, provoca frustrações no doente que não consegue acompanhar o sadio.

Estima-se que 50% dos pacientes sofram de depressão em algum estágio da doença. Entre os principais sinais de que a doença se instalou incluem ansiedade, apatia, baixoautoestima, irritabilidade, isolamento, perda da vontade de socializar, perda ou aumento de peso, falta de apetite e até tentativas de suicídio.

Para reverter o quadro depressivo, especialistas orientam cuidadores e familiares a escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada. É importante, por exemplo, fazer acordos de modo a garantir certa independência tanto de quem cuida como ao paciente. Organizar programas divertidos e mostrar-se sempre à disposição podem ser boas soluções.

Veja outras maneiras que trazem mais qualidade de vida aos pacientes:

  • Leia para o paciente trechos de livro, jornal ou revista;
  • Ajude na locomoção e atividades físicas, como andar, tomar sol e exercícios

físicos;

  • Coloque para tocar a música que ela mais gosta de ouvir. Se a pessoa consegue se movimentar, coloque o rádio ou o aparelho de som numa distância que ela consiga ligar e desligar sozinha;
  • Encoraje a pessoa cuidada, desde que ela se sinta bem, a ajudar nas atividades domésticas simples, como varrer, tirar o pó, pois assim ela se sente útil e participante;
  • Os cuidadores devem conversar com a família sobre a importância de incluir a pessoa cuidada nas atividades sociais da família e da comunidade, como sair para fazer compras, visitar alguém, ir a uma festa, encontrar os amigos e se distrair. Os amigos ou parentes que acompanham a pessoa nessas atividades devem respeitar suas limitações e transmitir calma e segurança;
  • Estimule a pessoa a desenvolver atividades que exercitam a memória, tais como leitura, canto e palavras cruzadas.

Natália Farah

Fonte:  Site: / maisequilibrio.com.br

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